Postei várias vezes inúmeras críticas, coisas pejorativas e escatológicas, que aliás, eu adoro sobre qualquer assunto, do governo do PT.
Mas gostaria de deixar claro aqui que não sou partidário.
Para falar a verdade, entendo pouquíssimo de política, mas assumi uma postura de ser sempre oposição. Com o conhecimento que tenho, é o máximo que consigo fazer para cobrar de quem está no poder.
Falha minha por não entender, ou talvez até por não gostar, tanto de política, mas tento sempre escrever e pesquisar o ponto de vista que mais me atrai: o comportamento das pessoas.
Quando defendo que não sou partidário é porque nessas últimas eleições, eu anulei todos os meus votos. Não gosto de nenhum dos candidatos. Pode ter sido também um ato de protesto meu.
A dúvida que paira em minha perturbada mente é: quem entende de política, necessariamente tem que ser partidário?
O que eu observo é que os “entendidos de política” seguem seu partido político como se fosse uma religião. Torcem, defendem e brigam como se fosse um time de futebol. Acho que as pessoas tinham que tomar cuidado com isso.
Vi partidários felizes pela vitória do Tiririca porque ele levaria mais deputados do partido querido deles para o poder.
Eu até poderia me convencer a votar na Dilma ou no Serra, mas só se alguém que fosse falar comigo não batesse no peito e se entitulasse petista ou tucano.
Queria muito encontrar alguém que entendesse de política e fosse neutro. Seria como conversar com um ateu estudado sobre religião. Sem a tentativa de conversão.
No fim, o que importa é o país. Será que alguém pensa nisso?
Bem. Não importa quem vença. Sou sempre oposição. Ou tento ser. Como cidadão, meu dever é reclamar.
Para encerrar, um texto do meu amigo Rafa Cury.
PS.: Cansei muito de política. Este é o último post sobre o assunto aqui no BlogOura.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
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2 comentários:
Vamos lá, meu querido opositor: Não entendo profundamente de política, não, sinceramente, deixei de ser partidária há tempos. Um dia petista, já votei no PSDB mais de uma vez e o vai-e-vem de bobagens e estranhezas me fez largar mão da consciência vermelha. Claro que é impossível, ao menos muito difícil, desconsiderar simpatias nessa seara, mas creio que gostar ou não de um candidato pouco importa, bem como preconceitos tolos e descabidos. Creio que as escolhas devem acontecer com uma base simples: programas, propostas, afinidade de ideias para os rumos do país, só isso. Vota-se em partidos, sim, não em candidatos, como disse outro dia, vota-se em pessoas nas eliminações de reality show. Política é complicado, não há nada de divertido nessa conversa. Para mim há uma única posição intolerável, partidarismo baseado em argumentos toscos, com referências em Youtube e Facebook, inspiradas em emissoras de TV e afins. Uma opinião, apenas, de um ser que já cansou de política ser banalizada.
Adorei o comentário. Estou quase colando no post.
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