quinta-feira, 21 de março de 2013

Bean situation



Acho curioso como algumas situações cotidianas, tão comuns e simples, podem causar tanto desespero.

Às vezes, elas ficam na cabeça por anos e sua gravidade é amplificada pelo cérebro.

Esses dias, precisei me policiar para não ficar pensando nelas.

A vez em que eu caí de costas e levantei com as canelas cortadas.

Quando estava agitado na aula e disse, em voz alta, uma piada horrível, mas que parecia hilariante dentro da minha cabeça. Bem no momento em que todos da sala ficaram em silêncio.

Uma vez que tirei sarro de um menino da sala só para ouvir um contra-ataque inesperado que me deixou sem graça.

Outra, no meu estágio de Psicologia Escolar, em que tropecei no meio de uma sala de aula cheia de adolescentes.

 
Scumbag brain nos torturando novamente. E no módulo auto-bullying.
 
Fico pensando no momento em que isso aterroriza tanto, que acaba nos impedindo de seguir em frente.
 
Qual o tamanho da vergonha de voltar da hora do almoço, após sujar a camisa com alguns respingos de molho?
 

Há quem diga que a vergonha é proporcional a intensidade em que reparamos no que os outros estão fazendo. Aquele medo e generalização de que todos percebem as coisas exatamente como você.

A principal lição da tecla Foda-se nesse tipo de situação é: o mundo está cagando para você.

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